revisitando os arquivos.

Estou vasculhando meus papéis e pastas no computador para encontrar uns contos para uma coletânea. Escrevo contos tem um tempo e acho que está na hora de apresentar alguns. Não chega a ser um segredo tremendo que eu os escrevo, o Pensador Louco já gravou alguns para a série “Desleituras” do Teatro Escuro do Pensador Louco e eu sei que é um bom jeito de apresentar  o trabalho. Mas me deu vontade de mais, de vê-los juntos, de perceber a existência desse conjunto o que é diferente de saber que eles existem espalhados por aí.
Esse exercício simples me fez olhar para um espelho trincado, pude reparar como era verde a minha escrita até pouco tempo atrás. Aliás, não consegui mesmo reconhecer a minha voz naqueles escritos, eu ainda caminhava pela sombra de outros autores. Era uma cópia de baixa qualidade de alguns autores que sempre li, cresci bebendo em Hemingway, Conan Doyle, Leminski, Vinícius de Moraes, Kerouac, Bukowski, Rubem Fonseca e outra pitadas menores. Poder olhar para esses escritos e separar em algo que posso trabalhar e em outras coisas que eu não pretendo rever nem a pau.
Isso me leva a crer que, mesmo meus poemas, ainda precisam passar por um período de decantação, sobretudo os que falo sobre sexo, para que possa, um dia, conhecer os olhos das pessoas. Mas, não tenho mais a inocência de saber que meus poemas estão em seus cadernos. Alguns nascem para os confins da noite.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.