JIM D.

Jim Duran por Jeff TelesJim Duran é um pseudônimo. Ele surgiu em Salvador/BA em 2003 e marca uma guinada na vida e carreira do escritor e ator paulista Eduardo Duran. Enquanto Jim é baiano Eduardo é paulista. A escrita do outro e mais sonora e por ser assim é preferível que seja lido em voz alta com uma dose de uísque e um cachimbo por perto. Jim Duran é formado em letras pela FAP – Tupã/SP

“Eu sou um cara confuso escrevendo minha  história com verdade, risadas, lágrimas e algumas doses. Adoro coisas simples e pessoas simples.”

O surgimento de Jim Duran.

Eu já contei essa história antes, mas como ainda são muitas as pessoas que me perguntam como foi que ganhei o apelido de Jim resolvi republicar aqui. O diferencial dessa vez é que posto também a foto de Nelson Hope.
Estava em Salvador e meu amigo Alex Armel estava dando uma festa de despedida, ele iria retornar à Bretanha. Fui junto com Dica, Juruna, Elisa e mais uma turma. Era a primeira vez que subia aquela ladeira que dentro em breve se tornaria íntima pois iria habitar aquele covil para onde me dirigia. Em cima do morro, um sobrado… três andares. No primeiro morava Marylia Cabane, uma francesa que perece um gnomo. Nos outros dois moravam Nelson Carlos Hope e Juan Pablo “Cipo” Cruciani (ambos argentinos) além do próprio Alex. As casas abarrotadas de malucos de todas as nacionalidades e eu caminhando e registrando em minhas retinas o que acontecia em meu redor. Não conhecia niguém ali e por isso estava trancado em uma redoma… Copo na mão cheio de caipirinha caminhei até a cozinha da casa de Marylia e lá encontrei um cara louro de quase dois metros, com os cabelos e a barba extremamente compridos. Ele olhava triste para um jarro onde, pelo cheiro, tinha caipirinha. Nelson (era ele) me perguntou num portunhol “Usted sabe hacer una caipirrinha?” “Sim, sei sim.” ” ès gringo?” “Não, sou brasileiro.” “No te assemelha a los otros” não entendi… era elogio? Se fosse não haveria gostado “Pronto, está aqui a tua caipirinha” diante do jarro cheio até a tampa de álcool Nelson passou seu braço pelo meu pescoço e me perguntou… “Como te llamas?” “Eduardo” ele tentou por dez minutos entabular conversar mas achou mais produtivo distribuir o que havia restado da caipirinha e me arrastou pelo pescoço. A cada copo que enchia ele dizia “esta caipirrinha quem fez foi meu amigo… como te llamas?” eu me sentia ridículo… e repetia tímido EDUARDO Nelson olhou para mim medindo de cima a baixo e soltou… “Che sun nombre és dificil… Estás con una camisa de Jim Morrison… Te batizo Jim” dito isso virou em minha cabeça um copo de Caipirinha… Saimos pelas casas e ele me apresentando como Jim… Nos dias seguintes ia encontrando por Salvador pessoas que estavam na festa e só me chamavam de Jim… nem tentei explicar. Aceitei o batismo e honrei o nome

Postado por Jim d. às Terça-feira, Dezembro 16, 2008

3 respostas para JIM D.

  1. helio disse:

    É isso aí, Jim! Gostei da história e da maneira com que você aceitou o apelido. Comigo aconteceu algo semelhante, embora de maneira totalmente diferente, rs. Um abraço!

  2. Sara disse:

    Gostei da história. A simplicidade como ocorreu teu novo batizado regado a caipirinha. Teu amigo fez uma nobre escolha!

  3. rafael aquatti disse:

    gostei da historia vc deve gostar muito de wisk e um bom e velho som do jim morrison pois eu gosto muito tenho 3 livros dele só de poemas

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