Arquivo da categoria: Diários do Caminhante Noturno

O que li: “Renato Russo – O Filho da Revolução”

O ano começou e muita coisa doida e boa já me aconteceu, mas não irei contar para vocês (ao menos não agora). Quero falar dos livros que li já este mês, foram apenas três porque li muitas outras coisas no trabalho e precisei de uns dias para me recuperar de tudo. Dedicarei então um post a cada um dos livros lidos, assim poderei escrever com calma sem me preocupar com o tamanho do texto.

O primeiro livro que li estava na minha mente desde 2010. Em agosto deste ano fomos, Natan e eu, cobrir a Passeata Raul Seixas que acontece em memória do cantor baiano. Ficamos hospedados na casa do meu tio Arnaldo e ele possui uma biblioteca incrível. No dia vi uma biografia do Renato Russo e quis ler, mas tinha um monte de coisas para filmar e não tive tempo, este ano eu consegui. Chegava no apartamento e lia feliz, tanto que terminei em três dias.

“Renato Russo – O Filho da Revolução” de autoria de Carlos Marcelo. A edição que eu li era publicado pela Ediouro  e a que comprei é da Agir e tem a capa com os atores do filme “Faroeste Caboclo” além de um ensaio inédito sobre a música. Confesso que não gostei da capa e a ideia de que um produto deva ser linkado a outro, mas como não achei da edição anterior tive que me contentar.

o livro da esquerda foi o que li, o da direita foi o que comprei.
o livro da esquerda foi o que li, o da direita foi o que comprei.

A biografia apresenta um panorama do Brasil e do mundo, trazendo para a história de Renato, algumas informações relevantes sobre a formação do cantor. Explica de onde vieram algumas influências não só musicais. Traz também a participação de todos aqueles nomes que os fãs da Legião estão acostumados a associar, sobretudo no que se refere aos anos de Brasília. Tem os conflitos da geração, as reuniões, as músicas, as festas, os dramas. Contudo, o livro deixa a desejar ao traçar uma descrição mais apurada sobre a vida íntima de Renato: suas descobertas, medos, tesões, tensões poderiam ter sido melhor abordadas sem correr o risco de parecer exploração da imagem do biografado. Carlos Marcelo tem um texto fluente, bem feito e editado. Pode ser que, se tais temas tivessem sido abordados mais profundamente, houvesse problema com o espólio de Renato também.
O livro traz também um forte acervo fotográfico e reproduções de documentos importantes para o enriquecimento da história. Claramente não é intenção fazer um caderno de fotos apenas belas e reproduzir letras de músicas. Há fac-símiles de documentos emitidos pela censura do regime militar com os pareceres favoráveis ou contrários à liberação de algumas músicas dos três primeiros discos lançados pela banda.
Na parte final do livro há um salto inexplicável que simplesmente aborda de forma supercial os últimos três, quatro anos de vida do cantor. A leitura me deu a impressão de que algumas páginas foram simplesmente arrancadas entre a impressão e a montagem do livro. Em uma mesma página há o relato de um curta-metragem em que Renato atua como ator e no parágrafo seguinte já se lê: “A notícia da morte do vocalista da Legião Urbana, ao 36 anos (…)” sic, o sentimento de que falta um capítulo importantíssimo para a história ainda me acompanha mesmo depois de algumas semanas desde o fim da leitura.
Claro que o livro é recomendado, para os que conheceram a força criativa, para quem ouviu depois da morte, de quem procura uma voz que diga coisas interessantes. Renato Russo permanece como ídolo e um marco dentro da história cultural do país. URBANA LEGIO OMNIA VINCIT.

Ainda sobre o aniversário do Roberto Seixas.

 

O post de hoje é, na verdade, considerado uma continuação do anterior.  A festa/show de aniversário do Roberto Seixas lá no bar Loolapalooza em Santo André foi demais. O espaço é muito legal, equipe bem maneira e atenciosa. O Ceará, proprietário, está no comando tem mais de vinte anos. Se puder dá uma passada por lá, curtir um ROCK e tomar uma cerveja. Queria agradecer a cada um sobre aquela noite. Fica meu abraço e a intenção de reencontro em breve.

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Hoje é noite de Rockixe, baby

Sabe quando você tem um tempo enorme para pensar nas coisas e tudo parece muito perigoso? Eu estava assim algumas semanas atrás. Pensando sandices e ansioso pelo começo de uma possibilidade aqui em São Paulo. O “ainda não feito” vinha ocupando minha mente e não deixando espaço para criatividade. Agora que tudo já passou, começo a pensar em algumas coisas que podem ser legais e render bons frutos. Veremos.
Estou na Estação Brás, indo para Santo André comemorar o aniversário do Roberto Seixas e isso já é reflexo deste novo momento. Em outra oportunidade falo mais de Roberto e dos shows e da amizade de mais de vinte anos que temos.

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Áudio conto

O amigo Pensador Louco narra meu conto “Fala aí, Bud Spencer”.  Acessem o link, curtam a página do brother e pensem em como podemos utilizar a arte em parcerias bem interessante.        O Teatro Escuro do Pensador Louco: Desleituras 03 – Fala Aí, Bud Spencer http://www.pensadorlouco.com/2015/01/desleituras-03-fala-ai-bud-spencer.html?m=1 (Compartilhado via CM Browser)

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Áudio conto

O amigo Pensador Louco narra meu conto “Fala aí, Bud Spencer”.  Acessem o link, curtam a página do brother e pensem em como podemos utilizar a arte em parcerias bem interessante.        O Teatro Escuro do Pensador Louco: Desleituras 03 – Fala Aí, Bud Spencer http://www.pensadorlouco.com/2015/01/desleituras-03-fala-ai-bud-spencer.html?m=1 (Compartilhado via CM Browser)

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2015

Então será assim: Um ano de boas lutas, de bons momentos, de boas estradas. Não será um ano fácil, mas qual foi depois que eu tenha me tornado um adulto, o que importa é que estou pronto para tudo.
Tem coisas que aconteceram ano passado que quis esquecer, por mais que tenha me esforçado não consegui realmente, por mais que eu tente mentir para o espelho todas as manhãs, mas estas têm sido minhas piores batalhas. Com o que vi, com o que sei, com o que flagrei. A vida é esse joguinho de Detetive que nunca acaba, parece que os sonhos são sempre mortos usando um candelabro na biblioteca. Não há regra clara, não há acordo, não há choro que baste. A vida segue e os dias correm.
Escrevo essa publicação sentado na sala de casa, baldinho de café, a TV transmitindo NCIS e  tudo isso e muito mais passa pela minha cabeça. Vez em quando alguém passa e me diz:
“Tem boas festas?” e eu, calmo, respondo
“Boas festas.” e volto para meu mundinho, para meu canto e meu sossego.
2015 espero que você seja um ano bem melhor que o anterior, TEM QUE SER.
Vamos tomar mais uma xícara, vamos lá, só mais um pouco de café.

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Os números de 2014

Este ano fiquei meio parado, mas mesmo assim foi até interessante. Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 4.300 vezes em 2014. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

Poema para a Mel

Sofia é uma menina
Tão doce,
Que seu apelido é Mel.
Hoje ela veio me ver,
Toda Lindinha com seu vestidinho pink.
Mel é irmã da Carol
(Que na verdade se chama Aléxia)
Que foi quem a trouxe,
Mel repetiu kiwi, banana nanica
Apple e outras coisas.
Tão linda e educada com
Dois Dentinhos faltando
Toda fofinha
Tão melodiosa
Tão criança.
Encantou minha noite.
Mel com sua cuca
E Aléxia com seu vestido meio green.

Tupã, 28 de dezembro 2014

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Descanso,
Um pouco de nada em meus compromissos.
Tudo vazio, sem ponteiros,
Vazio e chato, como um longo domingo.
Divido o dia entre as leituras, filmes
E escrita sem fim,
Um eterno apagar e reescrever.
Começando a olhar a mala,
Que pede para ser pensada
E em breve arrumada.
Partir, mesmo que temporariamente,
Para o carregar pedras durante o descanso.

Parar? Nunca, ao menos não completamente.
Noite de segunda, em minhas mãos
“Entes Queridos”
Um fornilho cheio e café.
Ainda vivo.

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