Sobre tabacos, ações e amizade.

Caixa n°06 com o novo Tabaco Dalberto

Acostumo-se a chamar qualquer grupo de cachimbeiros como confraria. Mas, de fato, de confraria há bem pouco ou quase nada. Claro que é válido reunir um grupo de pessoas em torno do mesmo assunto, ainda mais nos tempos que estamos vivendo. Agora, ir além do bate papo é quase nada mesmo.
Tive a honra de ter encontrado um pequeno, mas significativo, grupo de pessoas que formam, sim, uma confraria. Mesmo que não tenham adotado o nome para si, é uma confraria no sentido amplo da significância do termo. A mão estendida à amizade sem afetação e esnobismo idiotizante. A discussão que busca um norte e o passo dado para a realização de um projeto em conjunto em prol de algo além do próprio umbigo e fornilho.
A ideia de Gustavo Dalberto em auxiliar um amigo dele de uma forma que fosse valorosa foi a gênese de um produto riquíssimo de importância e sabor.
As cinquenta caixas de madeira que o amigo confeccionou serviu de berço para o isqueiro, vindo do Luciano (Mestre das Cordas Tabacaria), um canivete pica fumo da Tramontina, um cachimbo MB numerado feito por Marcinei Bazzanella e o já famoso tabaco em corda de Jaguari com folhas de figo, que eram um produto que os avôs de Gustavo faziam para consumo próprio.
O tabaco ressurgiu em um projeto da Família Dalberto no início do ano e leva o nome de Luiz Antenor que são os nomes dos avôs que inspiraram a pequena produção. Poderiam continuar cada um vendendo seu produto separadamente, obteriam resultado também, mas seria apenas mais uma história tão comum.
Mas quando um amigo precisa e há a possibilidade de se juntar em auxílio, não importa o tamanho de tal ideia, torna-se gigante diante do que representa.
A caixa número 06 repousa aqui comigo. Fiquei feliz com a chance de participar, de alguma forma, e poder reconhecer a verdade de uma pequena confraria que vai além da fumaça e do papear.
Fica um marco da ação de todos porque, sem a ajuda de quem as fez e de quem as adquiriu não haveria não haveria diferença, seria apenas o mais do mesmo.
Agora é abrir o tabaco, que vem no formato de uma bananinha, sentir o aroma, picar com o canivete, encher o fornilho novo, acender e aproveitar o resultado de uma ação conjunta de amigos. A vida pede mesmo uma pausa para refletir, aproveitar e se lembrar de quando tudo tinha um outro sabor. Seja bem vindo Luiz Antenor, vida longa à confraria brasileira.

2 comentários em “Sobre tabacos, ações e amizade.”

  1. Como somos importantes! Parabéns Jim pelas belas palavras, somos importantes porque participamos de uma parcela da sociedade que valoriza o produtor nacional, e a união como descrita em seu texto fortalece cada vez mais o conhecimento sobre a qualidade de nossos produtos, juntos somos fortes! Gostava muito de uma frase que tinha em meu primeiro empreendimento (Silkscreen) ” Não me venha com problemas, somente com idéias e soluções!! Forte Abraço !!! Abraço Susssuarana !! Abraço de Urso!!!

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