Caminhando pelo vale.

A cidade ainda é labiríntica para mim. Ontem no Monte Castelo, tentei entender a topografia, como as ruas se desenhavam e se encontravam e distanciavam de onde supunha estar. Claro que não estava onde imaginei, estava onde estava, parado entre esquinas e debaixo de frondosa sombra. É bem arborizada e isso me faz feliz.
Caminho por horas e, mesmo assim, vejo no horizonte as montanhas que formam o vale. Distantes, mas visíveis, como uma lembrança de que sou pequeno e que o passo nos aproxima.
Sentado, aqui na cozinha de casa, eu penso no que ando vendo, nas pessoas que passam por mim e cumprimentam com certa cordialidade. Sigo, apenas isso, sigo adiante desenhando um mapa mental e pontos de referência para que não me perca. Mas perder-me seria bom também.

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