Café da tarde

Água que se prepara para ebulir
borbulhar,
dançar no ritmo frenético,
atiçado pelo fogo.
Perto, na pia, estão os aparatos
preparados para o liberar o aroma,
que será recebido pelo olfato,
como amante insaciável
do forte sabor.
Desastrado, que sou
caminho com cuidado
levando a água.
A derramo sobre o pó escuro
e logo somos invadidos
como se o corpo todo já se esquentasse
e despertasse de um sono qualquer.
O som da água atravessando o pó
o filtro,
caindo na jarra.
Aumenta a ansiedade e vontade.
Papo animado em volta da mesa,
poesia, risada e Belchior em “Alucinação”.
Xícara prontas,
recebem a bebida em sagrada comunhão,
amizade firmada no gosto vivo do café,
enquanto a xícara esquenta
as mãos da poeta Lilian Aquino.

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