Das leituras e das coisas esquecidas.

Quando, o início do ano, em uma conversa com a Carol (Vontaderia) aceitei a ideia de fazer um diário de leitura de Ulysses, eu já sabia que seria uma missão hercúlea. Claro que o livro impõe respeito, tanto pela sua conhecida dificuldade, tanto quanto pelo número de páginas. Imaginava eu, então, que seria uma leitura arrastada, com um ritmo muito aquém de outras leituras que tinha feito até então. Muito dessa sensação vem da lembrança que tenho da primeira tentativa de leitura do livro.
Minha surpresa, ao começar a ler, foi que, tudo estava tão melhor. A leitura fluiu bem nas primeiras 100 páginas e fiquei olhando pelo retrovisor da minha história para tentar entender o motivo de eu ter sofrido tanto anteriormente.Claro que foi culpa minha. Pensei então em fazer uma postagem a cada 200 páginas lidas para que não ficasse cansativo para mim e para você o relato sobre o livro.
Acontece que algumas coisas da vida extra livro, me massacraram neste período. Passei por uma mudança de endereço e a necessidade de reorganizar o espaço e encontrar um lugar melhor para os vários livros que estavam encaixotados há tantos anos, visto que meu endereço anterior eu não tinha espaço para tudo. Não que tenha muito mais agora, só que tudo está mais confortável, mas está bem melhor. Tudo isso para dizer que a primeira barreira de 200 páginas já foi ultrapassada e segue claudicante a leitura, não por conta dela, mas da vida mesmo que anda tomando meu tempo com a arrumação e tudo o mais. Até porque não sei ainda em que caixa está o meu caderno de notas sobre a leitura, mas assim que o encontrar teremos o tal diário de leitura.

Para dar uma respirada da leitura de “Ulysses” eu também estou lendo (há um tempo enorme, eu sei), “A Livraria 24 horas de Mr. Penumbra”. É uma leitura bem mais leve e descompromissada. Tem sido divertida e assim que terminar pretendo fazer um texto aqui também.

Queria falar de tudo o que chegou aqui na nova casa já, mas ficará para um próximo post. Porém já deixo avisado que foram coisas bem legais e algumas foram boas surpresas. Mas realmente, agora não.

 

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Sobre Jim Duran

Professor, escritor, ator. Já foi chamado de Caminhante Noturno, já teve seus dramas e risos, lágrimas e desespero.
Esse post foi publicado em Diários do Caminhante Noturno. Bookmark o link permanente.

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